Assis e região também sofrem com a falta de médicos do programa Mais Médicos

Das 27 vagas preenchidas pelos médicos brasileiros no programa Mais Médicos, em Marília, Assis e região, quase 40% já desistiram e, claro, o povo mais carente é quem sofre com a falta. Isso está acontecendo em todo o país, mas é o Centro-Oeste Paulista que lidera o ranking nacional de baixas.

Isso todo mundo já sabia que iria acontecer, quer dizer, nem todos. Os que estavam “torcendo” para o Brasil dar certo, porque acreditaram, ingenuamente ou não, nessa política de desmonte do novo governo, não sabiam e muitos ainda continuam culpando o PT.  

São mais de 1.052 profissionais que decidiram deixar seus postos de trabalho para buscar melhores oportunidades. São 15% de desistência em relação as vagas preenchidas por médicos brasileiros, depois que Cuba decidiu tirar seus médicos do programa Mais Médicos.

A cidade mais afetada da região, parece ser Paraguaçu Paulista. Dos cinco médicos brasileiros que substituíram os médicos cubanos, três já deixaram seus postos. As cidades correm o risco de perder as verbas do programa, pagas pelo governo federal.

É comum vermos pessoas culpando o PT pela falta dos médicos do programa Mais Médicos. Não dá para saber se isso é leseira mental ou falta de conhecimento. Dizem que o governo Lula e Dilma, exploravam os médicos cubanos, mas não cabia ao governo decidir sobre a forma dos pagamentos.

O Ministério da Saúde tinha a obrigação de transferir os valores dos pagamentos à Organização Pan-Americana da Saúde – Opas, que, por sua vez, repassava para o governo cubano. Pode-se dizer com segurança que pelo menos 90% dos médicos concordavam com a forma dos contratos, pois sentiam obrigação em retribuir ao governo pelos anos de estudos gratuitos que receberam.

Os bolsonaristas de plantão falam em exploração do trabalho dos médicos, mas R$3.000,00 a R$4.000,00 é exploração? Mais de 80% da população brasileira ganha menos de R$1.400,00 e, muitos desses mesmos bolsonaristas, dizem que é um bom salário. Vai entender!   

O Brasil tinha que concordar com as condições de Cuba. Era assim ou nada de médicos. Vejam que bastou Bolsonaro prometer que não aceitaria tais condições, que os cubanos acabaram abandonando seus postos e voltando para Cuba. Uma estupidez vinda de quem não sabe governar. Hoje, a população carente está pagando pela incompetência do novo governo. São milhões de pessoas que passam horas e até dias nas filas dos postos de saúde ou hospitais, sem receber atendimento por falta desses médicos.

Bolsonaro se elegeu à base de fake news, impulsionados nas redes sociais por milhares de robôs. A indústria da mentira ludibriou facilmente os eleitores de Bolsonaro. A falta de conhecimento e a natureza machista e preconceituosa, predominante no povo brasileiro, abriram as portas para um novo e tenebroso tempo.

Uma coisa é certa, esse governo de extrema direita não conseguirá resolver o problema da falta de médicos, pois isso nunca foi e nunca será sua prioridade. Somente um governo progressista poderá dar conta de melhorar, não só a saúde, mas também a educação e cultura desse país. Sem esses três pilares, seremos, sempre, uma nação miserável.     

Foto: Independência Sul Americana

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