Ausência de políticas públicas em Assis, precariza o acesso à saúde.

Como está escrito na Constituição Federal, no art. 196. “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário”.

Infelizmente os governantes tendem a ignorar esse direito essencial para o bem-estar físico e social da população. Em Assis, o panorama da saúde é precário e parece que o poder público não está fazendo nada relevante para reverter tal situação.

Um dos grandes problemas enfrentado pela população é a falta de médicos psiquiatras. São muitos os que necessitam dessa especialidade. Famílias já estão desesperadas porque não conseguem atendimento. Correm entre os postos de saúde, o UPA e o hospital, mas sempre em vão. Não podem, sequer, comprar os medicamentos para dar continuidade aos tratamentos já iniciados, pois somente o médico especialista pode receita-los.

Segundo o COFI – Comissão de Orçamento e Finanças da Secretaria Municipal de Assis, a situação da saúde pública da cidade é preocupante. Comparando os números do orçamento de 2019 em relação aos exercícios anteriores e as despesas da secretaria da saúde, pode se afirmar, seguramente, que a população assisense está correndo o risco de ficar sem cobertura.

A previsão orçamentária vem diminuindo, consideravelmente, a cada ano, prejudicando a continuidade da prestação dos serviços. Segundo afirmou o Vereador Timba, na última sessão ordinária da Câmara Municipal, a prefeitura não tem demonstrado esforços para apresentar um plano que elimine esses riscos. Isso tem produzido um estado de ansiedade e angústia na vida de quem depende da saúde pública.

 Já é de conhecimento de todos, que as mudanças no Programa Mais Médicos, realizadas pelo governo Bolsonaro, fracassou e deixou milhões de pessoas sem atendimento, não somente nas áreas mais remotas. Assis também foi prejudicada pelo fim do programa.

Só para entender um pouco o desenrolar da vergonhosa política de Bolsonaro contra o Programa Mais Médicos, os cubanos que decidiram abandonar o regime do seu país, começaram a passar necessidades no Brasil. Bolsonaro garantiu o asilo e apoio aos médicos que continuassem no Brasil, mas não foi o que aconteceu na prática. A realidade é que foram enganados pelo governo brasileiro.

Mas graças a uma decisão histórica do governo cubano, estes médicos poderão voltar para seu país. Por lei, os desertores deveriam ficar proibidos de voltar à ilha por, pelo menos, oito anos, mas como os médicos estavam vivendo na informalidade e em situações precárias, Cuba decidiu com recebê-los com base na dignidade humana e segurança dos seus conterrâneos.

Cidades como Assis, que perderam médicos com o fim do programa, precisam rever seus planos, gestão e investimentos para o setor. Muito pode ser feito, desde que o poder público priorize a população ao invés dos seus interesses pessoais, de correligionários e empresas que financiam suas campanhas.

Esperamos que, num curto prazo, a prefeitura apresente uma solução que elimine o sofrimento de milhares de pessoas e famílias que estão desassistidas e se sentindo impotentes diante da dor dos seus queridos. O povo merece o respeito e o cuidado daqueles que ele próprio elegeu para esse fim.

Por Alvaro Santos

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