Bolsonaro simpatiza com o Estado de Israel, mas ofende judeus ao insistir que o nazismo foi um movimento de esquerda.

A falta de conhecimento ou de honestidade histórica, por parte do Presidente da República, Jair Bolsonaro, é uma afronta, até mesmo, aos judeus, que ainda carregam as marcas do período mais sombrio e excruciante da história da humanidade.

Após visitar o Museu do holocausto, Yad Vashem, em Jerusalém, Bolsonaro disse não haver dúvidas que o nazismo é um regime de esquerda, tendo em vista que o nome do partido é Partido Nacional Socialista da Alemanha.

Sua ignorância sobre a história, especialmente, sobre a política e ideologia nazista, tem envergonhado, e muito, os brasileiros. É inadmissível que o maior dignitário de uma nação faça declarações tão estúpidas como esta. Sequer se preocupou em fazer uma breve pesquisa pela internet antes de afirmar tamanha asneira.

A repulsa de Bolsonaro pela esquerda é tamanha, que vale tudo para incitar ainda mais ódio contra ela, mesmo que seja a custo de mentiras. Ele não compreende que este comportamento prejudicará ainda mais sua imagem e a do país. Se ainda tivermos eleições democráticas no Brasil, ele, certamente, sairá derrotado e humilhado nas urnas. A prova disso já está estampada nos números das pesquisas sobre a aprovação do seu governo, que mostram uma queda meteórica, já nos primeiros três meses. Segundo a pesquisa divulgada nesta sexta-feira (5) pela XP Investimentos, apenas 35% aprovam o presidente.

Sua negação histórica sobre o partido de Hitler ser de extrema direita, certamente se dá pelo fato de sua ideologia se aproximar muito com a de Hitler. Bolsonaro precisa afastar sua imagem do nazismo para que a população não sinta medo de seu governo e comece a reagir, impedindo o avanço de seus planos ideológicos e contrários aos direitos humanos.

Qualquer pessoa que tenha lido algo sobre o Partido Nazista, provavelmente tenha descoberto que o partido foi criado pela extrema direita alemã, que tinha como principal objetivo, se vingar da derrota que sofreram na Primeira Guerra Mundial e a implantação da supremacia racial. Nem o Partido Comunista, nem a social-democracia alemã, compartilhavam dessas ideias absurdas.

Em nenhuma literatura da social-democracia alemã ou do Partido Comunista alemão, alguém irá encontrar referências à erradicação de judeus ou ideologias de supremacia racial. É sabido que os comunistas, sindicatos e demais militantes de esquerda, foram perseguidos pelo nazismo. Muitos dos que não foram mortos, fugiram da Alemanha por causa da perseguição.  

A má fé do Presidente e de seu ministro das relações exteriores, Ernesto Araújo, parece ser proposital. Uma tentativa de provocar polêmicas nas redes sociais e na grande mídia. O novo governo adora uma provocação burra e descabida. Adora ver seus súditos fiéis replicando seus ataques e violência contra todos que pensam diferente de sua ideologia.

Como se não bastasse, tornam Deus uma grande inspiração para justificar seus atos de ódio. Um comportamento muito semelhante ao de Hitler e outros líderes que, em nome de Deus, cometeram crimes horríveis contra a humanidade. Na bíblia ou nos livros de história, percebe-se que os loucos assassinos sempre usaram Deus para validar seus atos insanos contra seus semelhantes.

Redação Carta Democrática

Foto: Ronen Zvulun/Reuters

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