Irregularidades no Departamento de Trânsito podem tirar o sono do Prefeito José Fernandes

O relatório, lido na manhã da última quinta-feira (3) pelo relator da CPI das multas, vereador João da Silva Filho, popularmente conhecido como Timba, lançou sobre o poder executivo, em especial sobre o Prefeito José Fernandes, “Mara, o espírito da noite”.

Mara é um espectro sinistro e perturbador. Uma figura mitológica em forma de duende que atormenta as pessoas durante o sono. Seu propósito é subir no peito das pessoas, enquanto elas dormem, e provocar grandes pesadelos.

O relatório da CPI se tornou esse duende tenebroso para o prefeito de Assis, pois sua conclusão apontou grandes indícios de irregularidades no departamento de trânsito. Foram necessárias 8 audiências para o levantamento de provas através de documentos e oitivas. 20 pessoas prestaram depoimento à comissão.

Como não concluir, mediante relatório, que há, de fato, a existência de uma fábrica de multas no município, tendo em vista que multas consideradas indevidas pela PRODESP foram cobradas, mesmos assim e que agentes de trânsito recebiam R$1,73 por multa aplicada. Recebimento camuflado, nos holerites, como gratificação por entrega de carnês de IPTU. Sabendo que um único agente chegou a aplicar mil multas em um único mês?

Para qual ou quais contas foram destinados os valores pagos pelas multas recusadas pela PRODESP? Essa e outras perguntas precisarão ser elucidadas pelo poder executivo.

Nada se falou no relatório, pelo menos no resumo lido pelo Ver. Timba, sobre a denúncia de que alguns vereadores procuravam o Departamento de Trânsito com pedidos de favorecimentos pessoais, para que multas de correligionários fossem suspensas. Questionado sobre o assunto, por um dos cidadãos presentes na leitura do relatório, o Ver. Carlos Binato se limitou a dizer que o caso está nas mãos do MP e do Delegado de polícia, mas já adiantou que não há provas apresentadas pela denunciante Alessandra da Silva, afirmando que sua denúncia não passa de suposição.

O documento de seis volumes, agora será encaminhado ao Delegado de polícia encarregado, ao Ministério público, Tribunal de Contas do Estado e ao GAECO, Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado.  Com certeza essas instituições aparecerão como um duende nos pesadelos do prefeito. Mas, segundo a lenda, para espantá-lo, só precisa cantar uma canção nativa antiga que logo o “monstro” desaparece.

 Por Alvaro Santos

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