Joice Hasselmann se irrita com vídeo que voltou a circular nas redes sociais

A deputada federal Joice Hasselmann (PSL), gravou um vídeo na tentativa de se defender por causa de outro vídeo, gravado em 2017, que voltou a circular nas redes sociais, onde ela e o, agora, governador de São Paulo, João Dória (PSDB), repudiam o funcionalismo público. O vídeo que provocou o desconforto e a ira da deputada, foi gravado no programa Olho no Olho, um canal no Youtube do próprio Dória.  

Na ocasião, Dória usou a palavra “excrescência” para classificar o funcionalismo público, expressão ratificada, verbalmente, pela deputada. O diálogo, carregado de preconceito e expressões jocosas, provocou indignação por parte dos servidores públicos. “Quer melhor coisa do mundo que você ganhar um emprego eterno, vitalício?” Disse Dória. “Com aposentadoria integral do valor…Não existe isso” rebateu Joice.

Os absurdos proferidos pela dupla excêntrica, foram mais além. “Como pode imaginar em um país sério, que nós ainda não somos, alguém ter um emprego eterno porque fez um concurso público e se eternizou? Vai trabalhar até seu momento de aposentadoria e quando se aposenta é com salário integral, mais os adicionais que recebeu, sem PRODUZIR NADA, vai até sua morte continuar a receber tudo”, afirmou Dória.

Joice, por sua vez, disse, apontando para si mesma e fazendo gestos como se tivesse suando a testa: “Quem é que paga, quem é que paga, né. Quem está trabalhando aqui na iniciativa privada, produzindo, né”.              

“Ganhar um emprego” é uma frase descabida de um julgamento tosco, típico de quem vem de um berço cercado de regalias e mimos e que enriqueceu com favorecimentos políticos. Além de uma gorda herança, Dória ficou ainda mais empoderado com os ricos benefícios advindos dos amigos tucanos, que repassavam verbas de estatais para suas empresas.

Além de invadir terra pública, Dória comprou uma empresa de “offshore” incorporada ao paraíso fiscal das Ilhas Britânicas, usada, em 1998, para adquirir um imóvel em Miami no valor de US$ 231 mil, sem constar em seu nome, incorrendo em crime de evasão de impostos. Todos os fatos foram publicados pelo UOL e o Jornal Estado de São Paulo.

Como alguém, com um histórico tão desprezível, pode conjecturar e julgar, de forma generalizada, os trabalhadores públicos que, em sua grande maioria, diferente dele, tiveram que estudar e trabalhar muito para conquistar seu emprego.

Joice Hasselmann não fica muito atrás. Obcecada pela esquerda, como Dória, a ex-jornalista está condenada a carregar, para sempre, um currículo manchado por crimes contra a propriedade intelectual. Denunciada por colegas por plagiar 65 reportagens em menos de um mês, segundo publicou o The Intercept Brasil, e rejeitada, após as denúncias, pelo colega de bancada da TVeja, Reinaldo Azevedo, Hasselmann foi demitida e, posteriormente, processada pela Editora Abril, sendo condenada a pagar indenização por danos morais à editora.

São esses dois personagens burlescos e trapaceiros, contrafeitos da política brasileira, que decidiram pejorar os servidores públicos, inflando, ainda mais, o ódio contra a classe. Todos sabemos que existem servidores que não merecem estar onde estão, mas sabemos, também, que há servidores que se dedicam com grande amor às suas funções.

Por isso, é inaceitável que pessoas, com longa ficha de imoralidade, se apresentem como juízes da moral e dos bons costumes e venham julgar, despropositadamente, pessoas que sequer conhecem.  

A justificativa da nobre deputada não pegou bem. Se os dois estivessem com copos de cerveja na mão, num churrasco com amigos e bêbados, poderia até colar, mas não é o caso aqui. Apesar de parecer uma conversa parva de boteco, Dória e Joice estavam conscientes do que diziam. Lamentável!

Como bem sinalizou Barack Obama, “Na política e na vida, a ignorância não é uma virtude”

Link do vídeo de Dória e Joice Hasselmann

Por Alvaro Santos
Imagem: Reprodução/Twitter

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