Para comemorar seu dia, mulheres de Assis vão às ruas contra a Reforma da Previdência

O dia da mulher não é apenas um dia para se comemorar, mas também para lutar. Milhares de mulheres e homens saíram às ruas, hoje, protestando contra a Reforma da Previdência. E Assis não ficou de fora.

Apesar da CPI da Previdência apontar um superávit em suas contas, o governo continua insistindo em mentir para a população, apresentando relatórios manipulados, com inconsistência de dados e informações. A propaganda enganosa que não engana tanta gente assim, fez com que as mulheres decidissem usar o seu dia para denunciar e protestar contra os ataques do governo sobre os trabalhadores, em especial às mulheres, que serão as mais prejudicadas.

Com a nova regra, elas terão que trabalhar dois anos a mais, isso para quem trabalha no setor urbano. Se forem do setor rural, o número de anos aumentou para cinco. Mas não é só isso! Há também o aumento do tempo mínimo de contribuição, que será de 20 anos para todas as mulheres. Achou muito? Ainda tem mais! Para ter direito a 100% da aposentadoria, tanto homens como mulheres, terão que contribuir por 40 anos.

Como se não bastasse, o governo irá dificultar o acesso às pensões por morte, além de reduzir seu teto, que atualmente é de 100%, para 60%. A renda da família sofrerá uma queda considerável e isso é, absolutamente, inumano.

É necessário que a população se una contra esses ataques recorrentes do governo, principalmente as mulheres, que sofrem bem mais por possuírem uma jornada dupla de trabalho (Empresa e lar).

O governo quer apenas agradar os grandes bancos (seus financiadores) que estão doidos para nos vender seus planos de previdência privada, que acabarão com a previsibilidade dos benefícios e que, dificilmente, permitirá que alguém receba aposentadoria superior ao salário mínimo.

Os protestos precisam se intensificar por todo o país, pois o governo está querendo passar para o trabalhador, uma suposta conta que não é dele. Grandes empresas privadas estão devendo mais de 450 bilhões e o governo não está fazendo nada para cobrar esta dívida.

Quanto aos militares, nenhum sinal de sacrifício, justo eles, que são responsáveis por 44% dos gastos com a previdência. Só as filhas dos militares mortos, recebem mais de 5 bilhões de reais em aposentadoria. São mulheres em idade produtiva que nunca se casaram legalmente para não perderem as generosas pensões.

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