Queimadas no distrito industrial de Assis coloca em risco a saúde da população.

No distrito industrial, mais especificamente no aterro sanitário de Assis, as queimadas têm sido motivo de muita reclamação por parte de moradores dos bairros adjacentes. Não é apenas o incômodo da fumaça, mas a preocupação com a toxicidade que pode provocar sérios riscos à saúde da população.

O mais comum é o monóxido de carbono, emitido da combustão dos materiais combustíveis a base de carbono, como a madeira, líquidos inflamáveis, plásticos, tecidos e outros. Sua inalação pode causar asfixia, pois, ao respirar CO, a pessoa estará substituindo o oxigênio no processo de oxigenação do cérebro realizado pela hemoglobina.

Não são somente os bairros adjacentes que deveriam se preocupar com as queimadas recorrentes no distrito industrial. Outros bairros da cidade podem não sofrer o incômodo da fumaça, mas, certamente, o ar que respiram, está igualmente contaminado pelos gases tóxicos emitidos dessas queimadas.

A Carta Democrática conversou com a Psicóloga Raquel Andrade que relatou sua busca frustrante na tentativa de resolver a situação. Ela já denunciou o crime à Secretaria do Meio Ambiente, Polícia Militar, Bombeiros e Polícia Ambiental, mas nenhuma providência foi tomada. “Eu e os demais moradores, sofremos há anos com esse problema”, afirmou Raquel. 

Os incêndios ocorrem predominantemente no período noturno e nos finais de semana. Em resposta às denúncias, a Prefeitura disse que os incêndios são criminosos e que nada poderiam fazer para evitá-los. Causa estranheza que incêndios criminosos aconteçam, praticamente, todos os dias. Ou o poder público é incompetente demais, para não pegar e punir estes criminosos ou é falta de empatia com a população que sofre há anos com essas queimadas.

 Indagada por Raquel, a Prefeitura deu a seguinte resposta:

“Prezada, obrigado por sua mensagem. Lamentável esta situação. Foi um fogo criminoso nos arredores do Distrito Industrial. Visite o Aterro de resíduos e irá entender. É uma área em que são triados materiais, madeiras e nos finais de semana ninguém trabalha no local, que é invadido, os catadores tem materiais roubados e incendeiam o que veem”.

“Porém o cidadão invade o espaço e ateia fogo, o que podemos fazer?”

O dever da Prefeitura é encontrar soluções para garantir a saúde e o bem-estar da população e não criar desculpas e respostas simplificadas de impotência diante de um problema como este.  

O artigo 196 da Constituição Federal diz que “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para a promoção, proteção e recuperação”.

Por Alvaro Santos

Foto: Raquel Andrade

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