Retrospectiva 2018 por Inocência Manoel

Enfim, chegamos ao final de 2018. Um ano marcante na vida de muitos brasileiros, um ano que jamais vou esquecer.

2018 mostrou suas garras logo em janeiro, seguiu com incertezas políticas e econômicas em cada um de seus dias, dividiu o país, dividiu casas, famílias. Creio que esta seja a palavra para descrevê-lo: divisão.

Um ano em que as pessoas construíram muros, em vez de pontes. Em que educadores foram desacreditados, um ano em que negaram a própria História do Brasil e do mundo. E vaiaram artistas.

O ano em que tivemos Bohemian Rhapsody nos cinemas merecia mais da gente. Por isso seguimos acreditando, porque é disto que pessoas de fibras são feitas: de crenças.

Todas as frustrações, desilusões e tombos mereciam virar passos de dança, como disse o genial Fernando Sabino. E é isso que tenho feito: transformo tudo em flor. Tenho aproveitado a terra da minha casa, tenho aproveitado os poucos momentos livres para cuidar do jardim, literalmente. A terra nos faz um bem danado, ela nos conecta de imediato com a natureza. É essa conexão que também levo para o trabalho.

No difícil ano de 2018 repaginamos a Inoar, com um posicionamento ainda mais verde, com produtos veganos e botânicos. Porque é preciso fazer este caminho de volta, de reconexão com a nossa essência.

Dizem que ninguém quer saber das avarias do seu barco, querem mesmo é saber o que você trouxe da viagem. Pois bem: eu trouxe trabalho, eu fiz meu melhor, eu criei, eu lancei a linha mais importante da Inoar, que deixo como legado.

E assim, o que era para ser uma retrospectiva, vira perspectiva. Porque a vida acontece agora, e no minuto seguinte e no seguinte.

Obrigada pelas lições, 2018. E pode vir, 2019. Estou sempre pronta.

Por Inocência Manoel

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