Santander Assis: Desrespeito aos clientes e funcionários

Em Assis, os clientes do Banco Santander estão de saco cheio de tanto desrespeito. O jornal Assiscity fez uma matéria, publicada hoje, denunciando a demora dos atendimentos pelo banco. Segundo o jornal, uma cliente relatou que teve que esperar até quatro horas para ser atendida. Disse que ao procurar a gerência para reclamar, foi informada que três funcionários haviam saído e uma estava de licença maternidade, ou seja, faltam funcionários na agência.

Em nota ao mesmo jornal, o Sindicato dos Bancários de Assis denunciou as péssimas condições de trabalho ás quais os funcionários do banco são submetidos. “Além da pressão psicológica sofrida para o cumprimento de metas, os funcionários relataram que estão sem poder sair para almoçar e recebendo agressões verbais pela morosidade no atendimento”, afirma a nota.

A assessoria do Banco Santander negou as acusações. Disse que não há falta de funcionários e que a agência está adequada para atender os clientes. Provavelmente a assessoria não deve ter o hábito de descer do andar das contas especiais.

Não estou escrevendo isso para replicar a matéria, mas para manifestar uma indignação que é generalizada. Isso não acontece apenas no Santander. Outros bancos fazem o mesmo. De olho apenas nos lucros, essas instituições financeiras ignoram a importância de valorizar seus clientes e colaboradores, afinal, são eles quem lhes proporcionam tão grande lucratividade.  

Em 2018, para se ter uma ideia, o Santander lucrou R$ 12,166 bilhões, indicando um crescimento de 52,1% em relação a 2017, segundo a revista Valor. Um valor que daria para pagar o salário de mais de 3 milhões de gerentes de atendimento (salário médio divulgado pela revista Exame). Você acha muito? Então segura essa! Só o Itaú lucrou R$ 24,977 bilhões. Juntando essas duas instituições financeiras, mais o Banco do Brasil e o Bradesco, o lucro conjunto é de R$ 69 bilhões.

Segundo dados financeiros da Economatica, publicado pela UOL, o lucro conjunto desses bancos cresceu 19,88% de 2017 para 2018, superando todos os indicadores da economia brasileira. Para se ter uma ideia, o PIB de 2018 indicaram que a economia brasileira cresceu apenas 1,3%.

Com um lucro descomunal, em relação às demais empresas privadas do país e ao atual quadro econômico e social, os quatro maiores bancos do país, pouco fazem para melhorar o atendimento e dar aos seus clientes e funcionários o devido respeito.

São elas, as instituições financeiras, que vêm ao longo da história, ocupando posições privilegiadas na política econômica. Parte desse lucro notável é usado para financiar as campanhas de políticos em troca, justamente, de favorecimentos que aumentam ainda mais seus lucros.

Fraco e inepto, Bolsonaro tem se comportando como um recatado estagiário a serviço dos bancos. Sua ansiedade por aprovar a Reforma da Previdência, tirar direitos dos trabalhadores e por destruir os sindicatos, é uma prova do poder que essas instituições exercem sobre o atual governo. Nenhum outro governo se submeteu às grandes corporações financeiras de forma tão submissa e aviltante, como o atual.

A extinção dos sindicatos que lutam pelos direitos dos trabalhadores, é o sonho das grandes corporações e dos políticos de direita e extrema direita. Dos políticos porque, sem os sindicatos, teriam mais força e facilidade para aprovar projetos que favoreçam seus investidores em detrimento da classe trabalhadora.

Infelizmente, milhares de pessoas, que nada intendem sobre as consequências das propostas que o governo vem apresentando, continuam batendo palmas para o maluco dançar. O ódio provocado pela grande mídia e as fake news das redes sociais, cegaram esse estrato da população que tão pouco se importa com a verdade. Desde que ratifique sua intolerância e valide seus atos de violência, tudo é aceitável.

Enquanto boa parte da população continuar apoiando políticas que favoreçam apenas os mais ricos (não estou falando da classe média), continuaremos a sofrer com o desrespeito e o descaso das instituições financeiras, continuaremos a testemunhar histórias de crimes como da Vale, em Brumadinho, continuaremos padecendo pela falta de representatividade, continuaremos tendo os políticos mais caros e os professores mais baratos do mundo.

Redação Carta Democrática

Comentários

    Marinaldo Fernandes Dionísio

    ( - )

    Sou cliente do Santander e concordo, em parte, com o afirmado. O atendimento é lento, é necessário um número maior de funcionários e o Banco não se importa com o usuário comum. Tudo certo e é fato. No entanto, é necessário refletir que o Sindicato dos Bancários tem influenciado negativamente o atendimento e a eficiência dos funcionários. É nítido, que muitos funcionários, não estão preocupados com o cliente. Digo isso em função da percepção que tenho tido no uso do Banco Santander. A falta de vontade, e o baixo espírito de resolução de problemas, traduzem coisa orientada. A impressão é que o Sindicato deseja a reclamação do cliente, para pressionar o Banco. Fica nítido esse comportamento quando realizam greves. Além de prejudicarem apenas o usuário, não apresentam em suas pautas reivindicatórias mudanças para melhorar o atendimento. Suas queixas e questões transitam apenas na necessidade salarial, normalmente justas, e a sobrecarga de trabalho. Nada, absolutamente nada sobre a melhoria do atendimento . E de fato essa é a realidade.

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